segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Mudança ou revelação?

Conhecemos as pessoas durante anos. Ou pensamos que as conhecemos. Sabemos-lhes as manias, os hábitos, a maneira de pensar, a forma como tomam decisões e os caminhos que escolhem percorrer. E durante esse tempo as atitudes da pessoa vão de encontro àquilo que pensamos saber sobre ela. Mas a partir de uma certa altura da vida, as atitudes começam a ser surpreendentes, as decisões que a pessoa toma são exactamente aquelas que nós pensámos que nunca iria tomar e percebemos que já nada do que pensávamos saber sobre ela é verdade. Assim, uma pessoa que, em tempos, pudemos dizer que conhecíamos como a palma da nossa mão, torna-se um perfeito desconhecido. Suscita em nós desprezo, raiva, desdém, para não dizer coisas piores, onde em tempos existiu cumplicidade, amizade, compreensão, bom senso. Quando algo assim acontece, penso: será que a pessoa sempre foi assim, todos estes anos? E eu, burra, não percebi?! Ou será possível que alguém possa mudar tanto que se torne numa pessoa completamente diferente? Como é que algo assim acontece e não se dá conta?

domingo, 11 de dezembro de 2016

Mães obsessivas

Quando uma criança precisa de mudar a fralda, tomar banho, comer, vestir-se, ou seja o que for, se a mesma vive com ambos os progenitores, porque é que há-de ser, exclusivamente, a mãe a tratar de tudo? Muitas vezes, sabemo-lo, há pais que se descartam dessas funções e as relegam para as mães. No entanto. muitas outras vezes, são as próprias mães que querem assumir as rédeas de tudo, afirmando que o fazem melhor, que elas é que sabem e que não há como uma mãe para tratar bem de um filho. São as mesmas mães que não deixam os filhos com ninguém quando estão doentes, incluindo o próprio pai, mesmo que este esteja disponível para ficar a cuidar da criança. São as mesmas mães que dizem que um pai não é o mesmo que uma mãe. São as mesmas mães que dizem que elas é que os pariram e, portanto, elas é que sabem. Pergunto-me: também os terão concebido sozinhas? Eu sou mãe e sei que, obviamente, quando o meu filho está doente, por exemplo, preferia estar com ele, cuidar dele, ver como está a todo o momento. Mas... confio no namorido e até mesmo na minha mãe para tratarem dele na minha ausência. Quererem assumir todas as tarefas no respeitante à criança e não permitindo que o pai participe mais é passar-lhe um atestado de incompetência. É o mesmo que dizer que não sabem tomar conta do filho. Realmente, há coisas que me ultrapassam.

sábado, 10 de dezembro de 2016

52 semanas: Semana 35 #As minhas piores compras foram...

Bikini de tiras fininhas

Mamilos de silicone para amamentação

Maquilhagem dos chineses

Sandálias de cunha um número acima do meu

Tops cai-cai

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Pedaços do meu mundo #3


No verão deste ano, numa das vezes em que fui à praia, vi uma cena que me fez alguma comichão. Um puto com os seus 10 anos, mais coisa, menos coisa, ia atrás dos pais, que nem olhavam para ele, com a distância de cerca de um metro entre eles. E o puto ia em direcção ao saco do lixo aos pontapés a uma garrafa de iogurte e a um pacote de sumo que tinha mandado para a areia. Ainda pensei que ia lá chegar e ia pegar no lixo para deitar no saco. Em vez disso, passou por ele como se fosse invisível e continuou aos pontapés ao lixo até se cansar e deixá-lo no meio da praia. Really?

domingo, 4 de dezembro de 2016

Serei só eu?


Quando vivia em casa dos meus pais, eu não era assim. Juro que não! Mas desde que saí de casa deles, gradualmente, tenho vindo a tornar-me muito mais organizada e assim quase a roçar o obssessivo-compulsivo com a arrumação e a limpeza da casa. Não me lembro, em casa dos meus pais, de fazer a cama em circunstância alguma, por exemplo. Toda a roupa usada andava espalhada por cantos do meu quarto, pendurada em cadeiras, nos pés da cama, na maçaneta da porta ou sabe deus onde. Agora, as camas estão sempre impecavelmente feitas. E quando digo impecavelmente é sem vincos, com as almofadas alinhadas, as mantas de igual tamanho de ambos os lados da cama. Não há roupas penduradas em lado nenhum, cada um de nós tem um cantinho no armário para a roupa usada e nas cadeiras da cozinha só é permitido um casaco por pessoa, aquele que é usado diariamente. Se decidimos trocar, o outro volta a correr para o roupeiro. A loiça raramente fica por lavar de um dia para o outro. O chão é aspirado quase diariamente, o pó limpo uma vez durante a semana, as loiças do WC passados a pano também uma vez por semana, por causa da humidade que se vai juntando ao pó e a limpeza geral feita todos os fins de semana. Não suporto gotas de água no chão, se isso acontece na cozinha ou no WC, limpo imediatamente para evitar pisar e ficar manchas pelo chão fora. Descalço-me à porta e obrigo toda a gente a fazer o mesmo. Olho para trás e vejo a pessoa que vivia em casa dos meus pais, volto ao presente e vejo-me ao espelho... e penso "Mas o que raio te aconteceu?!".

52 semanas: Semana 34 #Livros que acho que toda a gente devia ler


Já tentei preencher isto uma série de vezes e, literalmente, não consigo. Não consigo decidir e escolher apenas um. Por isso, não vou eleger nenhum livro, mas antes sugerir que visitem a minha rubrica Livros que recomendo, onde podem encontrar vários! E a vossa sugestão qual é? 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Learn, bitches!



Anyone can have a child and call themselves "a parent". A real parent is someone who puts that child above their own selfish needs and wants.