terça-feira, 21 de março de 2017

Mommy's little girl


Sinopse: Sadie, de 10 anos, foi criada com os avós controladores e severos numa casa remota no meio do campo, sem amor, sem frequentar a escola e sem socializar com outras crianças. Quando, finalmente, pode ir viver com a mãe, está determinada a não deixar que ninguém as separe, o que torna a adaptação à nova família e à nova vida muito difícil.


Opinião: É, certamente, um filme inquietante. Porque quando pensamos em psicopatas, a primeira coisa que nos vem à cabeça não são crianças. Bem, falo por mim. E, apesar de não ser baseado em factos reais, acredito que uma situação assim possa tornar-se real. Uma conjugação de maus genes com uma educação austera e cruel pode afectar muito a personalidade de uma criança. Crescer sem amor, no meio do nada, com adultos que a tratam mal e que lhe incutem a agressividade como uma coisa normal podem impedir a criança de distinguir o certo do errado. É muito sinistro assistir a comportamentos tão frios e tão incrivelmente cruéis vindos de uma criança. O desespero louco em sentir-se amada após anos sem carinho e a determinação em manter esse amor torna esta personagem completamente desequilibrada e faz-nos perguntar como é que se lida com uma criança assim, como é que se aceita que um filho nosso possa ter estas tendências para a loucura?

Séries viciantes #12



Sinopse: A história é sobre duas raparigas que foram trocadas na maternidade, separando-se das suas famílias biológicas. Anos depois os pais descobrem o erro do hospital e começam a dividir a mesma casa. A série tem um pouco de drama, comédia e romance. Bay Kennish é uma artista e luta para ser reconhecida pelos pais adoptivos; Kathryn Kennish é uma dona-de-casa que não gosta de ficar mal falada pelos vizinhos snobes e John Kennish é um jogador de beisebol aposentado. Seu irmão, Toby, é músico. O sucesso na carreira de John é o que o faz ter muito dinheiro, vivendo assim a família Kennish na parte rica da cidade. Daphne Vasquez é surda (devido a meningite, quando criança), e estuda numa escola especial para surdos, mas ela consegue comunicar com as pessoas ouvintes, desde que tenha contacto visual, para que possa fazer leitura labial. Daphne mora na parte hispânica da cidade com a mãe Regina, uma cabeleireira orgulhosa que já teve problemas com álcool, e a avó. Apesar de certas divergências, as famílias vão tentando se acertar e conviver, para que as mães conheçam as filhas biológicas.

Opinião: Esta é uma série relativamente leve, com dramas do quotidiano, nada de muito pesado, com personagens cativantes. Apesar de ser um drama a troca na maternidade, o curioso é ver a adaptação de uma família à outra, à medida que se vão conhecendo. É giro ver a relação das personagens surdas com as ouvintes, a forma como comunicam tão facilmente, ou assim faz parecer para o telespectador. Como se não fosse, de facto, uma barreira difícil de ultrapassar. Não é uma série arrebatadora, mas vê-se bem e não me tenho cansado de a acompanhar.

domingo, 19 de março de 2017

Mimos ao pai cá de casa





Feliz Dia do Pai


Parabéns por seres um pai com quem se pode contar e de quem me posso orgulhar. Tenho muito a agradecer-te, pois sempre estiveste e continuas a estar presente para mim. És aquele pai que faz absolutamente tudo pelas filhas e nunca desiste delas. És aquele pai que nos faz rir. És aquele pai a quem perguntamos qualquer coisa quando não sabemos porque "o pai sabe tudo", como eu e a mana dizemos. Feliz dia do Pai! 💗



Parabéns a ti também, por seres pai de um filho que te caiu no colo já com 3 anos, por teres decidido aceitar essa função e amá-lo e cuidá-lo. Obrigada por me ajudares a educar o meu pequeno príncipe e a torná-lo num homenzinho. Parabéns por teres conseguido conquistar o lugar de pai no coração dele. Sabes que ele te ama e que, tal como eu, está agradecido pela tua presença na nossa vida. Feliz dia do Pai! 💖



Parabéns a todos os pais por esse mundo fora. Tenham um dia feliz!

Eu tenho um Dean Winchester




Já conhecem o Dean Winchester da série Supernatural? É uma série que estreou em 2005. Faz parte da minha vida há mais tempo do que o meu filho. Há mais tempo do que o B. Estou, actualmente, a ver a temporada 11. E este personagem lembra-me tanto o mais-que-tudo. Olhando para um e outro, não posso dizer que são parecidos, na verdade. Mas é a forma de vestir. O gosto musical. A atitude de bad boy. O cepticismo. O cabelo. A postura.O facto de ser gozão. Revejo tanto do B. no Dean. E assim tenho um Winchester em casa. 😏

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ser filho de pais separados

Quando o meu filho era pequeno, ser filho de pais separados não era um problema. Ele nunca conheceu outra realidade, nunca viu os pais a viver juntos, nunca soube o que era fazer parte de um seio familiar onde o pai e a mãe fossem um casal. O pai emigrou quando ele tinha 2 anos. Os primeiros tempos foram um pouco difíceis, porque ele não entendia porque é que o pai não estava com ele. Era pequeno, como é que lhe explicava de modo a que ele entendesse? Até que ele se habituou e deixou de perguntar. E até aos seus 3 anos, não havia uma presença masculina a fazer o papel de pai, porque eu estive solteira durante esse tempo. Quando ele tinha 4 anos, viemos viver com o B. Pouco tempo depois, começou a chamar-lhe pai, sempre com a noção de que este não era o pai dele, porque sempre disse que tinha um verdadeiro e um emprestado, sem que ninguém lho ensinasse. Com 5 anos, entrou para a pré-escola. Chegando o Dia do Pai, trazia sempre uma prendinha. E o pai continuava fora. Nunca estava com ele neste dia. Nunca o meu filho colocou a hipótese de lhe dar essas prendinhas, sempre as deu naturalmente ao B. Há uns meses, o pai voltou para Portugal. E tudo se começou a complicar. As pequenas complicações foram surgindo ao longo dos anos, mas começou a pegar fogo há cerca de um ano, por uma série de pormenores com os quais não vos vou maçar. Hoje, o meu pequeno trouxe uma prendinha da escola para o Dia do Pai. E não sabia o que fazer com ela. Agora, está com o pai a cada 15 dias, sensivelmente. Disse-me que, se calhar, devia dar a prenda ao pai porque é o pai verdadeiro. Mas queria dar ao pai que vive com ele também. Tentando escolher as melhores palavras, tentei explicar-lhe de forma simples e que entendesse, que ele podia gostar igualmente dos dois e que não precisava escolher. Porque ser pai era mais do que fazer com que ele nascesse. Que cuidar dele e educá-lo, ajudá-lo com os trabalhos de casa, preparar-lhe o jantar, levá-lo ao médico, brincar com ele e tudo o mais também faz parte de ser pai. Deixei-o, então, tomar a decisão sozinho e ele quis oferecer a prenda da escola ao pai. E pediu-me ajuda para fazer uma para o B. E assim fizemos. No postal, agradeceu ao pai emprestado por viver com ele e cuidar dele. E escreveu que gosta quando o B. brinca com ele. Ser filho de pais separados é amar o pai e o padrasto. É sentir-se dividido. É ter dúvidas à medida que cresce. Porque, se quando ele era pequeno, isto não lhe fazia confusão, as coisas mudaram. Desde que entrou para a escola e começou a conhecer outras realidades, começou a fazer-me perguntas sobre esta dinâmica familiar. Porque é que eu e o pai estamos separados? Zangámo-nos? Porque não vivemos juntos? E como apareceu o pai emprestado na nossa vida? Somos namorados? Porque não sou namorada do pai dele? Porque é que não tem uma madrasta, se tem um padrasto? Porque não podemos viver todos juntos? E eu tenho que arranjar forma de lhe explicar tudo isto, sempre tendo em conta que ele não tem culpa seja do que for que se passe entre mim e o pai; sempre escolhendo as palavras cuidadosamente e sempre engolindo os nervos que trepam por mim acima quando o tema vem à baila, para que ele se sinta amado por toda a gente. Ser filho de pais separados é ter não uma família, mas várias.